Aug 052011
 

CECPRecentemente o CECP (Committee Encouraging Corporate Philanthropy), lançou um estudo sobre as tendências do investimento social ou da  filantropia corporativa. Realizado desde 2001, em 2010 o estudo contou com a participação de 184 empresas respondentes (destas 63 da lista Fortune 100), e considera investimentos em dinheiro, produtos e serviços. Os respondentes dividiam-se em empresas do tipo:

  1. Consumo
  2. Financeiras
  3. Saúde
  4. Tecnologia da Informação
  5. Industriais
  6. Água. luz e gás 
  7. Outras

Destacam-se como pontos principais da pesquisa (dados de 2010, comparados aos de 2009):

  • Em 2010, 65% das empresas doaram mais (por outro lado, 35% reduziram suas doações) …
  • … O valor médio das doações permaneceu constante, mas o valor total subiu 18%, chegando ao recorde de US$13 bilhões
  • A doação setorial média foi de US$25 milhões, porém houve grandes variações nas doações médias:
    • Consumo comodities: US$57,5 milhões
    • Saúde: US$54,8 milhões, setor responsável 53% do total das doações totais
    • Financeira: US$25,8 milhões
    • Tecnologia da Informação: US$26,1 milhões
    • Consumo não-comodities: US$24,4 milhões
    • Industrial: US$22,6 milhões
    • Água, luz e gás: US$10,8 milhões
  • Doações em dinheiro cresceram mais do que doações em produtos e serviços (19% do total, mas acima de 40% nas empresas de consumo e saúde), especialmente devido à programas de recuperação de disastres, esforços de reconstrução (valor agregado: US$73 milhões, 63 empresas), e áreas estratégicas
  • Apenas 15% das doações em dinheiro são relacionadas a programas de “match giving(ou seja, programas onde a empresa faz doações adicionais a de seus funcionários)
  • Enquanto nas manufaturas a principal razão para doações é de investimentos na comunidade (58% do total), no setor de serviços 53% não está relacionado a benefícios diretos ao negócio (relacionando-se mais à política de boa vizinhança). Em ambas apenas 4% das doações tem intenções de marketing (através do marketing relacionado à causa, por ex.)
  • 25% das doações de manufaturas vão para recuperação de disastres, mas apenas 7% das doações de empresas de serviços são alocados para esta área
  • A maioria das doações é alocada para saúde e serviço social (31%), em segundo lugar para desenvolvimento econômico e comunitário (15%), e em terceiro para educação (14%)
  • Em geral, os programas de doações tem um custo médio de 8% do total doado, mas variam de 4% a 12% dependendo do tamanho da empresa
  • As doações representaram 1,04% dos lucros antes dos impostos (vs. 1,23% em 2008 e 1,13% em 2009), ou 0,13% das receitas
  • Além disso, as empresas reconhecem que suas doações são impactadas pelos resultados financeiros (crescendo com os lucros). Porém, apenas 15% consideram somente estes resultados para decidir quanto doar, a maioria considera várias outras questões.

O estudo ainda prevê que para 2011 as doações devem aumentar (possibilidade 37%), ou pelo menos manterem-se constantes (possibilidade de 43%).  Vamos torcer para que aumentem!

Para saber mais, contate a responsável pelo estudo: Alison Rose, Manager Standards and Measuramente CECP (arose@corporatephilanthorpy.org)
Share

Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

 Leave a Reply

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

(required)

(required)