Nov 302010
 
Shangai Expo

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A Shangai Expo trouxe mais de 500 soluções e propostas para a economia de baixo-carbono, entre elas, tecnologia solar, bombas de calor, eficiência energética, transportes e materiais “verdes”. O evento recebeu mais de 73 milhões de visitantes e pela primeira vez foi baseado em cidades sustentáveis. Não é à toa, pois estima-se que a China terá entre 350 a 600 milhões mais pessoas morando nas cidades em 2050! Além disso, a economia de baixo-carbono é o foco da 5ª. onda industrial chinesa.

A Shangai Expo durou 6 meses e apresentou vários fóruns em sustentabilidade urbana, seus pavilhões empregaram várias tecnologias “verdes” e enfatizaram como os desafios da mudança climática e do crescimento de consumo podem ser atendidos com planejamento urbano mais avançado, tecnologias “verdes” inovadoras e educação para todos os cidadãos.

Uma das exibições explicava como 4 famílias de 4 países distintos (na Austrália, América do Norte, África e China), viviam e quais os impactos incorriam, incluindo: recursos utilizados, mudança climática, emissões de carbono e outras conseqüências para o meio ambiente.

O autor do relatório de 2006 sobre mudança climática (“Stern Review: the Economics of Climate Change“), Sir Nicholas Stern comentou que a China está bem posicionada para a revolução industrial da economia de baixo carbono, dado seu novo Plano Nacional para desenvolvimento de 5 províncias e 8 cidades baixo-carbono. O Plano inclui 27% da população chinesa, 1/3 do PIB e considera todas as mudanças necessárias, do planejamento industrial, econômico e social à educação. Certamente serão enormes os desafios, pois os níveis de poluição dos grandes centros chineses são altíssimos. De acordo com Sir Stern, para que o mundo consiga manter-se no limite de aquecimento de +2oC acordado em Copenhagen em 2009, a China deverá reduzir sua emissão de gases efeito estufa de 35 bilhões em 2030 para 20 bilhões em 2050.

Baoding, uma das cidades incluídas no Plano, já teve 20 mil novos empregos criados em energia solar e eólica, entre outras tecnologias de energia renovável, possui várias instalações de grande escala (de energia solar integrada e iluminação pública, por exemplo), e sedia a empresa Yingli Solar, líder em energia solar, entre outros empreendimentos verdes.

Em outubro/2010, no fechamento do evento para chefes de estado, ganhadores de prêmios Nobel e líderes de negócios, o primeiro ministro chinês Wen Jiabao disse que: O desenvolvimento e a disseminação de fontes de energia renováveis e novos materiais verdes influenciarão o modo como vivemos e liderará o curso do desenvolvimento industrial no futuro.”

Este artigo foi baseado no artigo de Warren Karlenzig, presidente da Common Current. Ele participa do Post-Carbon Institute e é co-autor de um manual das Nações Unidas sobre planejamento e gestão globais de cidades sustentáveis.

Leia mais em: http://www.worldchanging.com/archives/011697.html
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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

  One Response to “Shangai e o futuro de baixo-carbono”

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