Feb 022011
 

Em novembro de 2010 o CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável em parceria com o WBCSD – World Business Council for Sustainable Development, organizou uma conferência para discutir como as empresas podem contribuir para a redução da pobreza e da desigualdade social. Os palestrantes discorreram sobre como contribuir para que as classes sociais C, D e E possam ter mais acesso a produtos e serviços a preços acessíveis e tenham novas oportunidades de vida, principalmente, através de negócios inclusivos.

Marina Grossi, diretora do CEBDS, comentou que a importância do evento era tratar as questões sociais, que em geral, ficam em segundo plano (perdendo espaço para as questões econômica e ambiental) quando se trata de sustentabilidade.

Apesar do conhecimento limitado sobre negócios inclusivos no setor empresarial (conforme pesquisa do CEBDS, somente o setor financeiro tem melhores informações sobre o tema), algumas empresas apresentaram exemplos de implementação de negócios inclusivos, entre elas:

  • Walmart que lançou uma nova rede de supermercados focado nas classes de baixa-renda
  • Bradesco que esta lançando produtos e serviços específicos para a baixa-renda, como por exemplo, a agência flutuante que percorre o rio Amazonas para atender clientes anteriormente não-bancarizados

fechando negócioEm 2 pesquisas realizadas pela Fundação Dom Cabral e pelo Instituto Market Analysis, verificou-se que as empresas consideram difícil criar negócios inclusivos devido à:

  • Ambiente regulatório ineficiente e falta de incentivos do governo
  • Falta de informações relativas a aspirações de consumo, capacidades e habilidades técnicas do segmento de baixa-renda
  • Capacidade insuficiente do segmento de baixa-renda para integrar-se a cadeia de valor do negócio
  • Avaliação dos investidores e consumidores sobre este modelo de negócios
  • Necessidade de inclusão de indicadores de desempenho específicos
  • Visão de longo prazo necessária

A maioria destes resultados são bem frustrantes, pois parece que sem incentivos do governo ou boa capacidade de compra dos segmentos de baixa-renda, os pesquisados não desenvolverão negócios inclusivos

Mesmo assim, a representante do Banco de Desenvolvimento Inter-Americano, apresentou um programa de financiamento para negócios inclusivos, chamado Opportunities for the Majority.

No evento o WBCSD também apresentou sua metodologia sobre o tema, um simulador que permite a análise dos desafios, motivadores e princípios dos negócios inclusivos (a ferramenta esta disponível em: http://www.wbcsd.org/Plugins/DocSearch/details.asp?DocTypeId=251&ObjectId=MzgyMjA&doOpen=1&ClickMenu=LeftMenu), e falou sobre a Rede de Negócios Inclusivos da América Latina.

Outras informações sobre o tema são:

A MGM Partners considera que este assunto deve ser analisado caso-a-caso, pois há oportunidades para agregar valor aos negócios e à sociedade ao mesmo tempo. Consulte-nos sobre e vamos identificar oportunidades!

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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.
 February 2, 2011  Posted by on February 2, 2011 Base da pirâmide Tagged with: , , ,  Add comments

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