Multinacionais como Nestlé, GlaxoSmithKline, Coca-Cola e PepsiCo , entre outras estão inovando e ao invés de apenas relançar produtos em embalagens menores para a base da pirâmide, estão desenvolvendo produtos específicos para este segmento de mercado.
De acordo com a definição de C. K. Prahalad, o segmento base da pirâmide refere-se às pessoas que vivem com menos de US$2/dia e que podem ser atendidas pelas empresas de forma lucrativa. Na Índia, este é um dos maiores segmentos de mercado (350 milhões de pessoas), e o que cresce mais rapidamente (+40 milhões de famílias/ano), de acordo com o The Economist Times.
Alguns exemplos de novos produtos lançados por lá, são:
- Asha , uma bebida a base de leite da GlaxoSmithKline, 40% mais barata que as similares e com capacidade de atingir consumidores do meio rural, promovendo disponibilidade e valor nutricional
- Visando atender às necessidades dos moradores das favelas de Mumbai, onde também desenvolverá um programa educacional sobre nutrição, a Nestlé criou um macarrão fortificado Maggi de baixo preço
- A Coca-Cola lançou a Vitingo, uma bebida fortificada vendida em saches, cujas vendas já estão sendo ampliadas para mais 30 vilarejos de Orissa na Índia
- A PepsiCo anunciou recentemente que deverá lançar uma bebida ou um snack para pessoas com deficiências nutricionais a baixo preço
A base da pirâmide é um segmento de mercado com necessidades específicas, que se atendidas adequamente poderão criar valor não somente para os negócios, mas também para os consumidores. Sem dúvida este novo modelo de negócio é central para o desenvolvimento sustentável, mas requer inovação e foco para frutificar.


