Sep 242010
 

Sustainability indicatorsA rede de lojas de outdoor REI (hoje com 112 lojas e 2 centros de distribuição nos EUA), compartilhou com a consultoria Pañña Consulting sobre como os indicadores para sustentabilidade, especialmente aqueles ligados a uso de energia, água, emissão de carbono e gases efeito estufa, podem passar do simples monitoramento do passado, para uma ferramenta de gestão para desempenho futuro.

O processo de implementação na REI já dura alguns anos, e passou pelas seguintes etapas:

  1. Definição das prioridades de meio ambiente de acordo com os riscos / oportunidades para o negócio. Ao mesmo tempo a REI, definiu metas de longo prazo (por exemplo, resíduos zero até 2020):
    • Construção verde
    • Reciclagem e redução de desperdícios
    • Produtos de papel e de florestas
    • Energia e mudança climática
  2. Definição de métricas e respectivo alinhamento organizacional, revisando processos, criando auditorias e check-lists internos. Alguns resultados obtidos foram:
    • Redução nas despesas com energia (principalmente, eletricidade e combustíveis), e nas emissões de carbono, através, especialmente, da troca do modal aéreo por outros menos poluentes
    • Economias com embalagens, reduzindo o impacto climático
    • 84% dos resíduos operacionais reciclados
    • 88% dos papéis advindos de fontes preferenciais 
  3. Criação de uma abordagem que incluísse o meio ambiente na estratégia e na governança da empresa, reforçando os aprendizados da sustentabilidade:
    • A importância do uso de indicadores para melhorar processos e atingir melhores resultados
    • Novas habilidades e competências emergem e são aproveitadas pelo negócio. Por exemplo, os funcionários aprenderam sobre construções verdes e alguns se tornaram especialistas certificados
    • Criação de valor: das economias relativas a eco-eficiência, a valorização da marca e ao aumento de vendas
    • Inovação: a tensão gerada quando a organização assume o compromisso de “fazer a coisa certa” e “fazer dinheiro”, leva a inovação
  4. Revisão das áreas foco (que passaram de 4 para 7), buscando gerar valor ambiental e para o negócio:
    • Mudança climática
    • Uso de energia
    • Resíduos
    • Água
    • Tóxicos
    • Uso da terra
    • Impactos sociais

Para cada uma destas áreas a empresa esta definindo no ciclo de planejamento estratégico: aspiração, indicador, valor-base, meta para 3 anos, orçamento, responsáveis e forma de medição. Além disso, estes indicadores serão medidos e reportados com o mesmo rigor, requerimentos e transparência que os indicadores financeiros. Excelente iniciativa!

O artigo foi lançado em agosto pela ISSP (International Society of Sustainability Professionals), e você baixar o pdf no link: http://sustainabilityprofessionals.org/system/files/ISSP%20Featured%20Article_REI_8.10.pdf
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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

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