Jan 112010
 
Diretrizes de RSC e Governança Corporativa

D Sharon Pruitt

Em relatório do International Finance Corporation (IFC) de 2009 sobre 5 mercados emergentes, a India apareceu como o país com os piores padrões de implementação nas áreas de em meio-ambiente, governança corporativa e responsabilidade social. Este e outros estudos apontaram a falta de foco na responsabilidade social corporativa.  Foi especialmente notável a falta de ação das empresas indianas. 

Consequentemente foi criada a Semana Corporativa da India onde foram lançadas as Diretrizes Voluntárias para Governança Corporativa e para Responsabilidade Social Corporativa (RSC) buscando encorajar a utlização das melhores práticas no país. 

O Ministro de Assuntos Corporativos disse que: “o setor corporativo também precisa assumir responsabilidade por exibir práticas socialmente responsáveis que garantam a distribuição de riquezas e a qualidade de vida nas comunidades onde operam“.

As Diretrizes recomendam que as iniciativas de RSC devem ser parte integral das políticas das empresas e estarem alinhadas as metas dos negócios — inclui 6 pilares que devem ser observados:

  • Engajamento de stakeholders para informar riscos inerentes e as estratégias para mitigá-los
  • não engajamento em práticas de negócio abusivas, injustas, corruptas e/ou anti-competição
  • Respeito aos direitos dos trabalhadores no que se refere a ambiente de trabalho, desenvolvimento de carreira e liberdade de associação. Não contratação de crianças ou uso de trabalho forçado e manutenção da igualdade de oportunidades, sem discriminações.
  • Respeito aos direitos humanos para todos, evitando cumplicidade em qualquer violação  

    Energia limpa

    D Sharon Pruitt

  • Adoção de políticas de sustentabilidade ambiental, prevenindo poluição, reciclando, gerenciando e reduzindo resíduos e gerenciando os recursos naturais de forma sustentável. Considerar os desafios da  mudança climática através da adoção de métodos de produção mais limpos, promovendo a eficiência energética e a adoção de tecnologias ambientalmente amigáveis    
  • Execução de atividades para o desenvolvimento econômico e social das comunidades, especialmente no entorno das operações

Além disso, recomenda “a disseminação de política, atividades e progresso em RSC para stakeholders e sociedade em geral  através de website, relatórios anuais e outros meios de comunicação“.

As Diretrizes para Governança Corporativa incluem:

  • Conselho Diretor independente
  • Separação de posições para CEO e Presidente do Conselho
  • Compensação para executivos baseada em desempenho para uma significante parte da remuneração
  • Abertura de informações sobre riscos críticos, sua identificação e estratégias para minimizá-los
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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

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