Feb 152011
 

suprimentosNos meados dos anos 90 o executivo de suprimentos da Ikea, empresa sueca de móveis e acessórios para casa, descobriu que 2.200 de seus fornecedores de tapetes e carpetes no Paquistão e na Índia não estavam cumprindo seu acordo contratual contra a exploração do trabalho infantil. O executivo foi visitar os fabricantes e uniu-se a ONG Rugmark — que trabalhava na certificação de produtos, educação e reabilitação de crianças exploradas — para criar um sistema de monitoramento e auditoria externa e garantir que seus fornecedores não utilizassem trabalho infantil.

Atualmente, a Ikea inclui em seu website várias iniciativas que realiza relacionadas a sustentabilidade, alguns exemplos são:

  • Projeto para uso de sistema de água geotermal em uma loja no Colorado
  • Eliminação da venda de luzes incandescentes e outras iniciativas para enfrentar a mudança climática
  • Redução do footprint de carbono e maior eficiência energética
  • Gestão sustentável da cadeia de fornecedores

Leia mais em: http://www.ikea.com/ms/en_US/about_ikea/our_responsibility/index.html

Este caso é antigo e teve um final feliz, tanto devido às novas práticas da Ikea, quanto no que se refere à melhoria dos fornecedores incentivada pela Rugmark.

Mas o que fazer neste caso? Como lidar com estes riscos? Alguns especialistas presentes no evento 2020: Visão para um Futuro Sustentável, promovido pela NetImpact deram algumas dicas:

  • Eric Olson, vice-presidente sênior da Business for Social Responsibility, disseconheça profundamente o mercado e o local onde está realizando negócios, analise o risco do país avaliando sua legislação — especialmente no que se refere ao trabalho infantil e forçado — identifique e escute responsáveis, líderes e formadores de opinião. Execute, assim, uma análise detalhada do local e de suas políticas e práticas de negócio;
  • Bama Athreya, diretor executivo do International Labor Rights Forum, comentou que é crítica a análise de riscos da região; não espere o problema acontecer, pois juntar-se a ONGs após denúncias não é o ideal e converse com os envolvidos para criar uma solução para o problema o quanto antes;
  • Monique Oxender, gerente global de sustentabilidade nos suprimentos da Ford Motor Company indica que nem sempre é possível reduzir o número de fornecedores e que a Ford já avalia suas cadeias de suprimento novas, mas os fatores humanos e os riscos associados são raramente considerados (já que há 10-12 níveis de fornecedores para algumas partes). Mesmo assim, a responsabilidade da Ford é relativa à toda a cadeia de suprimentos e, portanto, a empresa deve desenvolver a capacidade de monitorá-la completamente.

A MGM Partners  indica a avaliação social, econômica e ambiental da cadeia de suprimentos para a redução de riscos e o melhor atendimento aos clientes. Também recomendamos a adoção de melhores práticas para gestão, apoio e desenvolvimento de fornecedores, pois acreditamos que somente trabalhando juntos com ética e transparência, podemos avançar para o desenvolvimento sustentável.

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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.
 February 15, 2011  Posted by on February 15, 2011 Casos Tagged with: , ,  Add comments

  2 Responses to “Gestão sustentável da cadeia de suprimentos”

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