Aug 222011
 

Em agosto de 2010, o CFA Institute, ONG global dedicada à promoção e ao desenvolvimento dos mais altos padrões éticos, educacionais e profissionais no setor de investimentos (representada em +100 países e com +100 mil membros), lançou (com o apoio de várias universidades e organizações internacionais), o Código de Conduta para Fundações e Organizações Filantrópicas, incluindo as melhores práticas na gestão de fundos destas entidades.

Os princípios gerais que devem ser seguidos pelos membros da diretoria e dos conselhos das entidades, incluem:

  • Agir com lealdade e propósito adequado, o que inclui, entre outros itens:
    • Ter práticas de investimento que maximizem o impacto da organização
    • Priorizar os interesses dos doadores e beneficiários
    • Evitar conflitos de interesse
    • Não pedir, oferecer ou aceitar presentes e benefícios pessoais que possam afetar a credibilidade da organização
  • Agir com habilidade, competência, prudência e com um cuidado razoável, o que inclui:
    • Ter conhecimentos adequados (ou seja, no nível apropriado para a realização de suas atividades), sobre mercados de investimentos, produtos e estratégias
    • Gerenciar riscos financeiros de maneira apropriada
    • Usar profissionais externos quando necessário
    • Ter boa base decisória e apoiada em diligência ativa das estratégias da organização
  • Obedecer todas as leis, regras, regulamentações e documentos da instituição, ou seja, principalmente:
    • Denunciar qualquer atividade ilegal ou antiética, assim como, qualquer irregularidade financeira
  • Ter respeito por todos os stakeholders (públicos de interesse), incluindo, por exemplo:
    • Realizar ações para maximizar os benefícios dos recursos dos fundos patrimoniais
    • Realizar gerenciamento prudente das finanças, reduzindo a volatilidade dos beneficiários
    • Comunicar-se com os stakeholders de forma pontual, correta e transparente
  • Revisar estratégias e práticas de investimentos regularmente, o que inclui, entre outros itens:
    • Avaliar o desempenho e a integridade dos responsáveis pela gestão dos investimentos
    • Implementar e aderir aos princípios, políticas e estratégias de investimento da organização, revisando ações do comitê de investimentos em relação ao desempenho destes

Portanto, além de seguir a legislação brasileira, organizações sem fins lucrativos podem utilizar mais este apoio para explicitar sua ética, responsabilidade social e transparência na gestão de investimentos filantrópicos.

Codigo Conduta

Conheça o documento completo em: http://www.cfainstitute.org/learning/products/publications/ccb/Pages/ccb.v2010.n15.1.aspx

 

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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

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