Jan 042010
 

Mykl Roventine

 

O trabalho do International Finance Corporation (IFC)  publicado em 2009 sobre engajamento de stakeholders apresenta as melhores práticas de governança nesta área.     

O objetivo é que a alta liderança possa incorporá-las aos negócios e alinhar-se mais efetivamente ao desenvolvimento sustentável, alcançando melhores resultados e reduzindo riscos no relacionamento com stakeholders.    

Alguns pontos críticos apresentados no documento, são:  

  1. Empresas são entes inter-dependentes de seus stakeholders. Ambos tem interesses e/ou são impactados pelas atividades do outro.
  2. É estratégico identificar e engajar stakeholders que possam contribuir e ou prejudicar os negócios  (usando de sua tecnologia, influência política, poder econômico, de gestão e/ou social)
  3. A internacionalização e a ampliação dos negócios traz consigo novos stakeholders. Como já mencionei em outras oportunidades, o engajamento é crítico para que empresas responsáveis obtenham (e posteriormente mantenham) a licença para operar
  4. Engajamento é um processo que vai além da comunicação. Não basta ouvir e eu diria mais: é necessário responder e considerar os stakeholders nas decisões estratégicas do negócio
  5. Pesquisadores indicam haver correlação entre indicadores de engajamento de stakeholders e resultados como lucratividade e crescimento das empresas 
 

Engajamento

Mykl Roventine

 

O texto indica 3 níveis de relacionamento com stakeholders:    

  • A comunicação (existente desde os anos 80), buscando responder a questões específicas de alguns grupos
  • O engajamento através do diálogo com um amplo grupo de stakeholders buscando compartilhamento de valores em questões de interesse mútuo (foco dos anos 90
  • A tendência atual é um novo papel dos Conselhos das empresas, que buscam o balanceamento dos interesses de stakeholders chave, agindo como uma extensão destes.

Através dos Princípios para Governança Corporativa do OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development) o trabalho exemplifica a importância e o reconhecimento internacional deste processo. Entre eles a: “Responsabilidade do Conselho para com a companhia, acionistas e outros stakeholders”.    

O documento recomenda que o engajamento de stakeholders torne-se parte dos valores da empresa para de fato, reforçar a governança corporativa, provendo transparência e responsabilidade aos negócios. Este processo deve ser gerido como qualquer outro, com responsabilidades e objetivos bem definidos. 
 O documento completo está disponível para download no site do IFC: http://www.ifc.org/ 

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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

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