Sep 072010
 
Alternativas energéticas

Pink Sherbet

O artigo de  José Goldemberg (professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP) e Oswaldo Lucon (assessor técnico em energia para a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo) para o site “Making it: Industry for Development”, de março de 2010 explora alternativas energéticas para os países em desenvolvimento.

Apesar do consumo energético ter se mantido constante nos países desenvolvidos, no resto do mundo cresceu 5% ao ano nos últimos 10 anos, totalizando 11,3 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo em 2009. Até 2020 estima-se que alcance 20 bilhões de toneladas, causando a depleção de recursos naturais, mudanças climáticas e instabilidades geopolíticas. De acordo com artigo, a solução seria  (simples, pelo menos teoricamente!):

  • Maior uso de energias renováveis, por exemplo de hidrelétricas e da biomassa. Exemplos de sucesso nesta área são: a cana no Brasil, as geotérmicas nas Filipinas, o uso de resíduos da agricultura na Índia, a energia solar na China e fogões a madeira mais eficientes na África
  • Maior eficiência energética
  • Avanços tecnológicos nestas duas áreas. Por exemplo através de: uso da energia gerada pelo lixo das cidades, desenvolvimento de novos tipos de biodiesel e de aplicações avançadas para uso de energia solar, marina e geotérmica

Para os países em desenvolvimento, o artigo explora as seguintes alternativas:

  • Energia eólica: muito sofisticada, mas os custos dos equipamentos tem caido
  • Energia solar: grande potencial, mas tem alto custo inicial e capacidade limitada, sendo ideal para: pequenas ilhas, comunidades remotas e vilarejos na montanha
  • Biomassa:  bioetanol, biodiesel e alguns óleos vegetais são excelentes alternativas. O Brasil é um caso de sucesso no uso da cana-de-açúcar como combustível. Também há grandes expectativas para a produção de versões ainda mais limpas como a celulose

A conclusão dos pesquisadores, é que os países em desenvolvimento não precisam seguir o mesmo modelo energético, poluidor e ineficiente, do passado (presente em fases de desenvolvimento do primeiro mundo). Escolhendonovas formas de energia, podemos evitar os erros e as graves conseqüências do passado.

Para ler o artigo completo, acesse: http://www.makingitmagazine.net/?p=643
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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.
 September 7, 2010  Posted by on September 7, 2010 Meio Ambiente Tagged with: , ,  Add comments

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