Jan 302017
 

Em 2015, um estudo da PwC estimou que as receitas da economia colaborativa globais atingirão US$335 bilhões (de US$15 bilhões em 2014). Afinal, já é parte da nossa realidade avaliar se vale a pena ter ou se é mais econômico e prático alugar produtos e serviços que se tornam cada vez mais disponíveis (aluguéis de carros, compartilhamento de bikes, locações de férias, imóveis com lavanderia compartilhada, serviços de conserto e manutenção, hortas comunitárias, …).

O foco é extrair valor de ativos que não estão sendo totalmente explorados por seus proprietários, mas há outros benefícios potenciais associados, como a redução de:

  • consumo (tanto de recursos naturais como do próprio consumo individual)
  • custos
  • impacto ambiental.

A oferta da economia compartilhada é facilitada pela Internet e várias empresas de produtos e serviços tradicionais estão oferecendo este tipo de solução aos clientes, pois, identificam não somente uma fonte de lucros, mas também de mitigação de riscos. De fato, as pesquisas indicam que a escolha por serviços e produtos compartilhados tem foco em questões econômicas e não em questões ambientais.

Universidade de Innsbruck apresentou um estudo que indica como as empresas podem aproveitar este interesse:

  1. vender o uso de um produto ao invés de vender o próprio produto (exs.: Hilti Group, car2go da Daimler e Europcar, DriveNow daBMW e Mu da Peugeot)
  2. apoiar consumidores na revenda de produtos e serviços (exs.: Ikea, Patagonia);
  3. explorar recursos e capacidades ociosas através do compartilhamento de ativos (exs.: Maschinenring, escritórios compartilhados, como LiquidSpace);
  4. prover serviços de reparo e manutenção (exs.: FedEx TechConnect, Best Buy Geek Squad);
  5. usar o consumo colaborativo para atingir novos clientes (exs.: festas de trocas de itens usados como roupas; promoção da Pepsi com a Taskrabbit);
  6. desenvolver novos modelos de negócio para facilitar o consumo colaborativo (ex.: The Wine Foundry).

Algumas empresas brasileiras também já atuam na linha da economia compartilhada, mas como exemplificado há muito o que explorar e avançar. A inovação na economia compartilhada é agora e os benefícios para os negócios podem incluir aumento de reputação, de visibilidade, de mercado e de lucros, portanto, vale a pena explorar.

Nós da MGM Partners podemos ajudá-lo nesta empreitada, entre em contato!

Leia o artigo completo na MIT Sloan Review Magazine de dez/15: “Adapting to the Sharing Economy”

Share

Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

 Leave a Reply

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

(required)

(required)