Jan 112018
 

Em artigo recente o professor Jose Guajardo da Universidade de Berkeley demonstra que negócios baseados no compartilhamento de ativos (como Uber, Airbnb), em alguns casos, podem aumentar a demanda por estes ao invés de reduzi-la.

Segundo o autor isto ocorre porque compradores em dúvida, mas que sabem que eventualmente podem recuperar parte do investimento ao usar o ativo como fonte de renda, acabam realizando a compra. Segundo, o modelo criado pelo professor e seus coautores, isto ocorre especialmente quando a frequência de uso do ativo é moderadamente dispare entre usuários, pois neste caso:

  1. os compradores em dúvida acabam comprando,
  2. o mercado de compartilhamento é bastante utilizado por usuários com baixo uso, e
  3. os usuários muito frequentes compram o ativo, aumentando o mercado total.

Neste caso, os compradores em dúvida acabam virando o jogo em favor dos fabricantes.

A boa notícia é que nos outros casos analisados pelo modelo, a economia de compartilhamento é atraente. Excelente, pois, o uso mais eficiente dos ativos reduz os impactos negativos de sua fabricação e uso.

Não é à toa que Tesla, Ford e outros fabricantes estejam entrando no negócio compartilhado, é bom para a sociedade, para o meio-ambiente e para os negócios. Vitória da razão e da sustentabilidade!!!

pub-1943709444229966
Share

Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.
 January 11, 2018  Posted by on January 11, 2018 Empresas, Meio Ambiente Tagged with: , ,  Add comments

 Leave a Reply

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

(required)

(required)