Dec 222014
 

Growth SustainabilityO mercado emergente representou 2/3 do crescimento do PIB mundial na última década e  responde por aproximadamente 40% da geração de produtos e serviços globalmente. Por outro lado, falta de infra-estrutura e instituições de proteção, pobreza, mão de obra pouca especializada e fraca governança, e outros desafios globais da sustentabilidade (como mudança climática, por exemplo), tem afetado o desenvolvimento dos negócios nestes mercados muito expressivamente, de acordo com estudo do Monitor Institute, The Fletcher School e Citi Foundation.

Desta maneira, as empresas não podem mais relegar contribuições para estes problemas, como responsabilidade de fundações e/ou gerentes de responsabilidade social / sustentabilidade. De fato, isso faz cada vez menos sentido, já que estes desafios afetam o negócio como um todo, tanto para empresas localizadas nos mercados emergentes, como para aquelas em que estes mercados fazem parte de sua estratégia de negócios.

Portanto, empresas líderes estão investindo em iniciativas que contribuem para a sustentabilidade e negócios inclusivos (ou SIBA, sustainable and inclusive business activities, em inglês), focando na redução dos desafios mencionados e na criação de valor social, ambiental e econômico. Apesar do SIBA ser relativamente novo, nem sempre ter um alinhamento estratégico com os negócios principais, ou ser aplicado em escala suficiente, merece ser estudado pois, seu impacto tem demonstrado resultados muito positivos. Para isso, o estudo analisou os resultados do SIBA em mais de 200 empresas e descobriu, entre outros, que:

  • As motivações para realização do SIBA vão de manter a posição competitiva, evitar danos e/ou faltas na cadeia de suprimentos, aumento de receitas e lealdade, até itens menos mencionados como diferenciação de produtos.
  • SIBA mais efetivos tem como características comuns: recuperação dos custos envolvidos, alinhamento com os negócios principais, habilidade de alavancar parcerias, resultados positivos para a sociedade / meio ambiente e permitem aplicações em maior escala.

O estudo também recomenda a melhor estratégia para aplicação do SIBA:

  1. Escolher problemas do contexto relacionados à estratégia principal do negócio, avaliando ambiente competitivo, riscos / oportunidades envolvidos;
  2. Inovar, criando espaço na organização para o SIBA na organização, com processos decisórios, incentivos, orçamentos e métricas específicos;
  3. Trabalhar parcerias estratégica e proativamente, cooperando com Governo e outras instituições que possam contribuir para a solução dos problemas foco do SIBA, alinhando incentivos e buscando soluções de ganha-ganha para as partes envolvidas, sociedade e meio-ambiente;
  4. Medir o valor criado, seja através de novas métricas ou de avaliações de resultados que consideram o feedback, por exemplo.

Novartis, Coca-Cola, Nike e Unilever foram algumas das empresas mencionadas com iniciativas SIBA.

Além de tudo, esta é mais uma forma das empresas contribuírem para o desenvolvimento sustentável.

Leia o estudo completo em: Growth for Good or Good for Growth?

 

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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

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