Dec 182009
 
Este é o quarto de uma série de cinco posts sobre o livro Green to gold: how smart companies use environmental strategy to innovate, create value, and build competitive advantagede Daniel C.Esty e Andrew S. Winston. Leia, comente e acompanhe os próximos.

IV.   Construindo a estratégia para a sustentabilidade:

A partir do diagnóstico apresentado anteriormente, as empresas podem partir para o desenvolvimento de estratégias que capturem a vantagem ecológica/verde (eco-advantage). Neste caso, os autores propõem a exploração de oportunidades de vantagem competitiva em toda a cadeia de valor dos negócios, conforme a figura abaixo: 

 

V.   Elementos necessários para a implementação da estratégia para a sustentabilidade:

Para a implementação desta nova estratégia, os autores sugerem uma abordagem para que pensamento sustentável, cultura, redesenho e monitoramente sejam institucionalizados na empresa. Abaixo uma ilustração gráfica do processo de implementação sugerido:


 

Nesta etapa um dos elementos mais importantes é o engajamento do CEO, sem este apoio explícito e verdadeiro as vantagens e melhorias almejadas com a nova estratégia certamente não serão alcançadas.

Erros estratégicos mais comuns:

Os autores estudaram porque muitas vezes as estratégias não dão certo. Eles identificaram os “erros mais comuns” ocorridos nas empresas estudadas.  Analisando estes pontos, você testar e reforçar sua definição estratégia:

  1. “Ver as árvores mas não ver a floresta”. O desafio é enfrentar os maiores impactos e capturar vantagem competitiva
  2. Não compreender as demandas e necessidades do mercado
  3. Esperar uma vantagem em preço — “premium
  4. Não compreender os consumidores, suas motivações e limitações
  5. Desconsiderar as pressões dos gestores da empresa — cobrar resultados financeiros e inovações em sustentabilidade nem sempre é compatível. Reavalie metas, redesenhe incentivos e dê o treinamento necessário.
  6. Não conseguir pensar fora da caixa”. Traga idéias de fora!
  7. Ser “verde” isoladamente não realiza as mudanças necessárias, aproxime equipes, discuta soluções com governo e parceiros relevantes
  8. Prometer mais do que é possível cumprir
  9. Surpresas mal-gerenciadas: realize pilotos, reduza os riscos
  10. O perfeito é inimigo do bom”, a sustentabilidade depende do sucesso econômico, portanto, análise e aceite “trade-offs
  11. Inércia: crie uma visão desafiadora mas possível de ser atingida
  12. Ignorar stakeholders: mapeie e engaje o público de interesse desde o início, haja preventivamente
  13. Não comunicar: conte sua história e não se envergonhe de ganhar créditos por ela!
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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.
 December 18, 2009  Posted by on December 18, 2009 Empresas Tagged with: , , ,  Add comments

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