Dec 172009
 
Este é o terceiro de uma série de cinco posts sobre o livro Green to gold: how smart companies use environmental strategy to innovate, create value, and build competitive advantagede Daniel C.Esty e Andrew S. Winston. Leia, comente e acompanhe os próximos.

III. Engajamento de stakeholders – os públicos de interesse da empresa:

Além disso, um dos elementos críticos da sustentabilidade é o relacionamento com stakeholders (públicos de interesse). Neste caso, os autores recomendam o mapeamento sistemático de stakeholders (avaliando periodicamente suas questões/preocupações, poder de influência e potencial de impacto nos negócios), incluindo os seguintes públicos:

  • Consumidores e comunidade, incluindo crianças e jovens indicados como “o futuro” 
  • Investidores e analistas de risco: colaboradores, acionistas, seguradoras, bancos, mercados financeiros, entre outros
  • Legisladores e ativistas, por exemplo: ONGs, órgãos reguladores, políticos, advogados
  • Parceiros de negócio e competidores, como: indústria, competidores, parceiros B2B, fornecedores, CEO, executivos
  • Líderes de opinião e geradores de idéias, entre eles: mídia, centros de pesquisa, think tanks, academia

Este mapeamento deve ser complementado com uma análise do grau de influência e do foco atual da empresa com cada grupo de stakeholders. Esta análise permitirá a criação de um plano de ação mais efetivo. A seguir um exemplo desta análise:

Com esta priorização é possível desenvolver planos de ação específicos para o relacionamento empresa-stakeholder. Os planos de ação podem incluir desde uma comunicação periódica, até o desenvolvimento de parcerias e a abertura de fóruns de discussão e canais de sugestões e reclamações. É crítico também, preparar e envolver os colaboradores e executivos nestes processos, pois, queira ou não, eles são os principais comunicadores da empresa. Deixar este assunto somente para as equipes de comunicação e/ou relações públicas não é aconselhável. A construção destes relacionamentos (inclusive com públicos mais críticos e mal-informados), é um processo de confiança que exige consistência entre a palavra (comunicada formal ou informalmente) e a prática do dia-a-dia dos negócios. A ferramenta AUDIO apresentada também pode ser discutida com alguns destes públicos, mas não esqueça de incluir as questões e preocupações do outro sempre.

Neste processo de construção de planos de ação os autores recomendam avaliar os grupos de stakeholders conforme a figura abaixo:

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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.
 December 17, 2009  Posted by on December 17, 2009 Empresas Tagged with: , ,  Add comments

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