Jan 052010
 

Em 2004 o juiz da cidade de Kerala proibiu a Coca-Cola de retirar água do subsolo para  a operação de sua engarrafadora em Plachimada na India.  A falta de água é crítica na localidade e exige que a prefeitura abasteça as casas com caminhões tanque devido a constantes secas. A empresa foi acusada de reduzir a água nas torneiras locais devido a operação de sua engarrafadora.

Engajar e mais que ouvir

Mykl Roventine

Apesar de a Coca-Cola ter padrões de consumo de água muito menores do que os das empresas de bebidas locais, a falta de confiança das comunidades e a insuficiência do engajamento, levaram a esta decisão. O impacto foi ainda maior, pois clientes de várias partes do mundo bloquearam contratos até que a empresa desse exlicações sobre o ocorrido. A empresa aprendeu uma lição importante:

 

 

 

Através desta experiência, nós aprendemos que operar com responsabilidade não é suficiente. Também é crítico entender realmente as preocupações dos stakeholders… Nosso sucesso futuro depende dos desafios do mundo onde realizamos negócios.” THE COCA-COLA COMPANY www.thecoca-colacompany.com/citizenship/stakeholder_engagement.html

Após um ano de análises detalhadas, a corte voltou átras, mas a empresa deciciu não reabrir sua engarrafadora na cidade. Porém, decidiu continuar aprimorando seus processos de engajamento na Índia (em 2003 já havia criado um Conselho para tratar questões operacionais, ambientais e de governança). 

Atualmente a empresa comunica sobre a utilização da água e trabalha ativamente para reduzir seu consumo. Além disso,  convidou ONGs para avaliar como utiliza a água. Também engajou-se em parcerias com órgãos do governo, patrocinando estudos hidrológicos buscando proteger os reservatórios de água naturais. O engajamento tornou-se estratégico para a Coca-Cola e a comunidade local agradece!

Para ler o caso completo veja o documento sobre Stakeholder Engagement and the Board em: http://www.ifc.org/
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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.

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