Em 2002 a Bayer CropScience comprou a Proagro na India e herdou uma cadeia de suprimentos onde crianças trabalhavam no manuseio de sementes.
Apesar de proibido, o trabalho infantil é uma realidade em comunidades rurais pobres da India. A legislação também obriga que as crianças frequentem a escola, mas em muitas famílias, crianças são forçadas a trabalhar em prol da subsistência.
Para resolver a situação a Bayer adotou algumas medidas bem sucedidas:
- Remunerou os fornecedores que não utilizavam-se de crianças na produção rural, oferecendo um preço entre 5% e 7,5% maior
- Proveu treinamento em produtividade para os agricultores
- Explicitou o banimento do trabalho infantil nos contratos e puniu gradualmente os fornecedores rurais que não cumpriam o contratado
- Desenvolveu parceria com ONG local para a criação de Centros de Estudo nos vilarejos locais. Assim as crianças poderiam preparar-se para o ensino formal ao invés de trabalhar
- Trabalhou com a ONG, famílias, crianças e comunidades em teatros de rua, mostrando que o trabalho infantil deveria ser substituído pela educação
- Convidou ONGs para verificar e confirmar o declínio do trabalho infantil no campo
- Comunicou estas iniciativas em seu Relatório de Sustentabilidade
Como resultado em 2006, 650 crianças já tinham saído do trabalho no campo, tornando-se alunas dos centros de estudo.
Veja o caso completo no documento "Stakeholder Engagement and the Board" em:
http://www.ifc.org/
- January 8, 2010
- Posted by Sueli Chiozzotto at 14:13
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