Jan 082010
 

Em 2002 a Bayer CropScience comprou a Proagro na India e herdou uma cadeia de suprimentos onde crianças trabalhavam no manuseio de sementes.

Fim do trabalho infantil

D Sharon Pruitt

Apesar de proibido, o trabalho infantil  é uma realidade em comunidades rurais pobres da India. A legislação também obriga que as crianças frequentem a escola, mas em muitas famílias, crianças são forçadas a trabalhar em prol da subsistência. 

Para resolver a situação a Bayer adotou algumas medidas bem sucedidas:

  • Remunerou os fornecedores que não utilizavam-se de crianças na produção rural, oferecendo um preço entre 5% e 7,5% maior
  • Proveu treinamento em produtividade para os agricultores
  • Explicitou o banimento do trabalho infantil nos contratos e puniu gradualmente os fornecedores rurais que não cumpriam o contratado
  • Desenvolveu parceria com ONG local para a criação de Centros de Estudo nos vilarejos locais. Assim as crianças poderiam preparar-se para o ensino formal ao invés de trabalhar
  • Trabalhou com a ONG, famílias, crianças e comunidades em teatros de rua, mostrando que o trabalho infantil deveria ser substituído pela educação
  • Convidou ONGs para verificar e confirmar o declínio do trabalho infantil no campo
  • Comunicou estas iniciativas em seu Relatório de Sustentabilidade

Como resultado em 2006, 650 crianças já tinham saído do trabalho no campo, tornando-se alunas dos centros de estudo.

Veja o caso completo no documento "Stakeholder Engagement and the Board" em:
http://www.ifc.org/
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Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.
 January 8, 2010  Posted by on January 8, 2010 Casos, ONGs Tagged with: , , , ,  Add comments

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