Para entender o que é engajamento de stakeholders (públicos estratégicos e/ou de interesse), assista Avatar. O filme conta a história de uma empresa que desenvolveu um “programa” de engajamento com a comunidade do planeta Pandora, com o objetivo de explorar um minério valioso.
O programa de engajamento conta com dois grupos principais:
- Cientistas: estudam Pandora e criam relacionamentos com comunidade local ao mesmo tempo em que identificam outras riquezas relacionados ao meio ambiente e sua ligação com a comunidade
- Seguranças (ex-militares): não acreditam no engajamento e influenciam o gestor da empresa a agir para que se inicie a extratação do minério, mesmo que para isso seja necessária a violência
Infelizmente, mesmo no ano de 2154, o diretor James Cameron imaginou uma empresa truculenta e arrogante (que oferece educação, saúde e segurança para uma comunidade que já esta em perfeito equilíbrio) e que com pouca inteligência e muito imediatismo, busca resultados de forma pouca ética, desperdiçando oportunidades de desenvolvimento e relacionamento muito mais importantes. Em Avatar, a sociedade e o meio ambiente ficam à mercê dos lucros da grande corporação exploradora.
Vale a pena ver o filme e refletir sobre o posicionamento das empresas atualmente:
- Será que exploramos riquezas, extraindo valor para os negócios, mas também contribuindo para o desenvolvimento sustentável?
- A comunidade local é realmente ouvida? Suas questões são consideradas pelas empresas?
- Quais as conseqüências dos negócios para ao meio ambiente? Os impactos são sustentáveis?
- Afinal: as riquezas locais são preservadas, desenvolvidas e compartilhadas por todos os stakeholders?
Sem dúvida o desafio para as empresas é enorme, cumprir com responsabilidades econômicas, sociais e de meio ambiente é o cerne do desenvolvimento sustentável. Mas, espero que muito antes de 2154 este desafio já tenha sido vencido e tornado-se fonte de riquezas inimagináveis para todos nós terráqueos


