Sueli Chiozzotto

 

Relatório das Nações UnidasEm jul/2011, o Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas  em colaboração com a Frankfurt School of Finance & Mananegement e o Bloomberg New Energy Finance, lançaram um estudo sobre o investimento em energia renovável realizado em 2010. Os resultados foram animadores:

  • O investimento global ficou em US$211 bilhões (32% acima do investido em 2009), representando 1/3 do total em nova capacidade de geração 
  • Desde meados de 2008, o preço da energia solar por megawatt caiu 60%
  • Pela 1a. vez os países emergentes investiram mais do que os países desenvolvidos:
    • Apesar de grande parte do investimento foi realizado para a geração de energia eólica na China (US$48 bilhões) e painéis solares de pequena escala na Alemanha, ambos projetos com importantes subsídios governamentais…
    • … Houve uma explosão de investimentos em energia alternativa em países como Egito e Marrocos (que em parceria com o Banco Mundial desenvolveram projeto para geração de energia solar), Kenia (investiu US$1,3 bilhões. No Kenia, somente 10% da população tem acesso a energia elétrica), Argentina, México, Paquistão (investimento de US$1,5 bilhões), entre outros, onde os recursos naturais como vento, sol e geotérmicas são vastos e o custo de geração compete com a geração energética tradicional (baseada, principalmente, em combustíveis fósseis)
Leia o relatório completo em: http://www.fs-unep-centre.org/publications/global-trends-renewable-energy-investment-2011 
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A Intel considerada a 19a. empresa mais inovadora pela revista Fast Company, investe em gestão energética de prédios desde 2009. Mais recentemente, no evento Research@Intel , em junho de 2011, a empresa mostrou seu avançou  no mundo da energia alternativa. Algumas novidades apresentadas foram:

  • O Intel Labs India apresentou uma bicicleta adaptada de baixo custo (atualmente em US$80 mas que deve chegar a US$25), que pode gerar energia suficiente para carregar uma classe de PCs para aulas de informática. É necessário pedalar por 5 minutos para carregar um celular por 5 horas e 30 minutos para carregar um computador por 30 minutos, mas imagine o potencial para áreas pobres sem energia elétrica, espetacular! Bicicleta geradora de energia
  • O Intel Labs Wireless Energy Sensing Technology (WEST) é um dispositivo simples para monitorar o uso de energia de todas os aparelhos de uma residência. Mais ainda, com o WEST o usuário pode acessar o sistema através de seu celular, computador e/ou TV via wireless. Atualmente o dispositivo está sendo testado residencialmente. 
  • de 30% a 60% da energia utilizada em prédios é originada por aparelhos ligados na tomada, como computadores, telefones, abajures, etc. Porém, a maioria dos sistemas de gestão de energia prediais controla apenas sistemas de ar-condicionado. Para resolver este problema o Intel Labs projetou o Eco-Sense Builidngs que utiliza sensores para coletar dados sobre utilização de energia dos dispositivos plugados na tomada, permitindo, no futuro, que os usuários de prédios possam saber quanto cada dispositivo gasta de energia e, portanto, onde cortar custos.

Além disso, a  Intel  investe em muitas outras tecnologias eco-eficientes, leia mais em: http://www.intel.com/technology/ecotech/index.htm?iid=tech_lhn+ecotech

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Zero wasteLeia o artigo da MIT Sloan Managment Review sobre como a fábrica de bebidas Sunny Delight conseguiu atingir a meta de zero-resíduos para lixões!

http://sloanreview.mit.edu/improvisations/2011/07/14/how-sunny-delight-hit-zero-waste/?utm_source=Publicaster&utm_medium=email&utm_campaign=Sust%20Enews%20July%2014%202011&utm_term=Read+more+

Outras empresas nesta mesma empreitada são: General Motors, Interface, Nike e Wal-Mart. Sim, é possível! Você também pode seguir este exemplo.

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CECPRecentemente o CECP (Committee Encouraging Corporate Philanthropy), lançou um estudo sobre as tendências do investimento social ou da  filantropia corporativa. Realizado desde 2001, em 2010 o estudo contou com a participação de 184 empresas respondentes (destas 63 da lista Fortune 100), e considera investimentos em dinheiro, produtos e serviços. Os respondentes dividiam-se em empresas do tipo:

  1. Consumo
  2. Financeiras
  3. Saúde
  4. Tecnologia da Informação
  5. Industriais
  6. Água. luz e gás 
  7. Outras

Destacam-se como pontos principais da pesquisa (dados de 2010, comparados aos de 2009):

  • Em 2010, 65% das empresas doaram mais (por outro lado, 35% reduziram suas doações) …
  • … O valor médio das doações permaneceu constante, mas o valor total subiu 18%, chegando ao recorde de US$13 bilhões
  • A doação setorial média foi de US$25 milhões, porém houve grandes variações nas doações médias:
    • Consumo comodities: US$57,5 milhões
    • Saúde: US$54,8 milhões, setor responsável 53% do total das doações totais
    • Financeira: US$25,8 milhões
    • Tecnologia da Informação: US$26,1 milhões
    • Consumo não-comodities: US$24,4 milhões
    • Industrial: US$22,6 milhões
    • Água, luz e gás: US$10,8 milhões
  • Doações em dinheiro cresceram mais do que doações em produtos e serviços (19% do total, mas acima de 40% nas empresas de consumo e saúde), especialmente devido à programas de recuperação de disastres, esforços de reconstrução (valor agregado: US$73 milhões, 63 empresas), e áreas estratégicas
  • Apenas 15% das doações em dinheiro são relacionadas a programas de “match giving(ou seja, programas onde a empresa faz doações adicionais a de seus funcionários)
  • Enquanto nas manufaturas a principal razão para doações é de investimentos na comunidade (58% do total), no setor de serviços 53% não está relacionado a benefícios diretos ao negócio (relacionando-se mais à política de boa vizinhança). Em ambas apenas 4% das doações tem intenções de marketing (através do marketing relacionado à causa, por ex.)
  • 25% das doações de manufaturas vão para recuperação de disastres, mas apenas 7% das doações de empresas de serviços são alocados para esta área
  • A maioria das doações é alocada para saúde e serviço social (31%), em segundo lugar para desenvolvimento econômico e comunitário (15%), e em terceiro para educação (14%)
  • Em geral, os programas de doações tem um custo médio de 8% do total doado, mas variam de 4% a 12% dependendo do tamanho da empresa
  • As doações representaram 1,04% dos lucros antes dos impostos (vs. 1,23% em 2008 e 1,13% em 2009), ou 0,13% das receitas
  • Além disso, as empresas reconhecem que suas doações são impactadas pelos resultados financeiros (crescendo com os lucros). Porém, apenas 15% consideram somente estes resultados para decidir quanto doar, a maioria considera várias outras questões.

O estudo ainda prevê que para 2011 as doações devem aumentar (possibilidade 37%), ou pelo menos manterem-se constantes (possibilidade de 43%).  Vamos torcer para que aumentem!

Para saber mais, contate a responsável pelo estudo: Alison Rose, Manager Standards and Measuramente CECP (arose@corporatephilanthorpy.org)
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Neste final de semana tive o prazer de fazer o test-drive no Nissan Leaf, o carro 100% elétrico da Nissan. Adorei!!!

A bateria de ion-lítio pode ser carregada em qualquer tomada e tem autonomia de até 160km. O motor elétrico dispensa, é claro, o uso de óleo, filtros e radiadores e entrega 100% do torque quando se pisa no acelerador. Além disso, o Leaf comunica-se com celulares para receber alertas sobre o nível da bateria e indicações sobre  a regulagem de temperatura da cabine do carro, e possui partes de plástico PET reciclado.

O melhor, o carro é simplesmente lindo (painel digital, comandos simples e interior clean e moderno), e uma delícia de dirigir não faz nenhum ruído. No modo ECO reduz a força, excelente para o trânsito, no modo normal ganha velocidade e força, maravilhoso!!!

Infelizmente, ainda não há planos de lançamento no Brasil, mas o carro já é bastante vendido na Europa e nos EUA.

Veja o site oficial do Nissan Leaf em inglês: http://www.nissanusa.com/leaf-electric-car/index#/leaf-electric-car/index

E leia mais sobre carros elétricos no Brasil em:

Consumidores demandem o carro elétrico, meio ambiente e sociedade agradecem!!!

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Pesquisa sustentabilidadeRecentemente a MIT Sloan Management Review e o Boston Consulting Group lançaram um estudo sobre a adoção das estratégias de sustentabilidade pelas empresas, indicando algumas tendências futuras.

A pesquisa global (que incluiu algumas entrevistas em profunidade),  analisou questões como por exemplo:

Como as organizações estão respondendo aos desafios e oportunidades da sustentabilidade?

Como as práticas de gestão tem se adaptado a sustentabilidade?

Como a sustentabilidade tem impactado a competitividade dos negócios?”

As principais conclusões da pesquisa foram:

  • A sustentabilidade aplicada estrategicamente tem ganhado força nos negócios, com maiores investimentos na busca de vantagem competitiva
  • Há dois grupos de empresas trabalhando o tema:
    • as “líderes” que assumem os compromissos da sustentabilidade mais agressivamente, tomando a liderança, sendo transparentes e autênticas com públicos de interesse internos e externos e integrando o tema estrategicamente
    • as “seguidoras” que adotam iniciativas mais lentamente e tem focado em economias energéticas, eficiência dos materiais e mitigação de riscos.

Vários participantes comentaram que a sustentabilidade deve fazer parte da estratégia do negócio, pois somente fazendo parte do DNA da empresa, as vantagens competitivas podem ser exploradas.

A MGM Partners parabeniza o estudo e felicita-se com os resultados. Afinal já é tempo de aplicarmos a sustentabilidade estrategicamente, considerando e tratando adequadamente os impactos sócio-ambientais no dia-a-dia, alavacando oportunidades, eliminando riscos e agregando valor e competitividade aos negócios.

Leia a pesquisa completa (em inglês) em: http://sloanreview.mit.edu/feature/sustainability-advantage/ 
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empreendedorismo socialUma nova forma de organização com função social vem sendo testada e cada vez mais utilizada no exterior. Trata-se do “social enterprise” ou empreendimento social. O diferencial deste tipo de organização, refere-se principalmente a sua forma de atuação: apesar de buscar uma mudança social positiva (assemelhando-se a uma organização não-governamental ou ONG), trabalha de forma similar a uma empresa, investindo, gerenciando custos e gerando receitas com o objetivo de gerar lucros para suas ações sociais. Um empreendimento social pode começar como um negócio que gera lucros para fundações e/ou ações sociais.

O diferencial é que enquanto ONGs custeiam suas ações através de doações e fundos patrimoniais herdados, o empreendimento social utiliza-se dos lucros gerados pelo próprio negócio para patrociná-las.  Há alguns empreendimentos que chegam a gerar 80% de sua demanda financeira. De fato, algumas ONGs internacionais converteram-se em empreendimentos sociais devido à dificuldade em operacionalizar iniciativas sociais importantes dependendo somente de doações.

Fica claro, que a boa gestão financeira e estratégica é fator crítico de sucesso de um empreendimento social e, em geral, são contratados gestores profissionais para operacionalizá-lo.

Além disso, os empreendimentos sociais mais avançados tentam aplicar um modelo similar de independência e autonomia nas iniciativas sociais que desenvolvem. Por exemplo, ao invés de doar equipamentos sociais para comunidades carentes, o empreendimento social trabalha com estas comunidades empoderando-as (através de treinamentos para gestão e liderança), para identificar suas principais necessidades e encontrar maneiras sustentáveis de atendê-las. Garantindo assim, que as iniciativas tenham continuidade garantida por fluxos de receitas e recursos contínuos. 

Um bom exemplo é a escola comunitária do PDI na Tailândia: nela os pais pagam a mensalidade através de trabalhos voluntários que beneficiam a escola e seu entorno. Os alunos, por sua vez, são responsáveis pela seleção e avaliação de professores, são encorajados a participarem dos comitês de compras e a desenharem seu próprio uniforme, entre outras atividades importantes para o funcionamento da escola.

Como disse o  diretor executivo da Iniciativa de Empreendimento Social do INSEAD, Hans Wahl: “sempre haverá espaço para a filantropia, mas cada vez mais vemos ONGs atuando de forma mais estratégica, engajada e focada em resultados”.

A MGM Partners concorda que somente o engajamento estratégico e o foco em resultados podem contribuir para a melhoria das sociedades e que, de fato, as melhores práticas de negócios podem contribuir muito para a obtenção de impactos sociais positivos. Negócios e ONGs podem ter muito em comum e sua aproximação com certeza vale a pena!

Leia mais sobre este tema no site do INSEAD (em inglês)http://knowledge.insead.edu/socialinnovation.cfm

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mercado localEm março de 2011, Ashish Karamchandani, Mike Kubzansky e Nishant Lalwani (líderes do Monitor Inclusive Markets, iniciativa do Monitor Group  focada na catalização de soluções de mercado para obter mudanças sociais), escreveram para a Harvard Business Review sobre a base da pirâmide.

A base da pirâmide é composta por um público de quase 4 bilhões de pessoas em situação de pobreza (especialmente em países em desenvolvimento), com um poder de compra estimado em US$5 trilhões. Este público tornou-se um mercado de interesse para o aumento de vendas de alguns negócios, que reinventaram produtos, marketing, sistemas de preços e de distribuição para atendê-lo. 

Porém, os autores argumentam que não é tão fácil realizar estas mudanças, mesmo para grandes empresas globais. Afinal, muitas vezes os clientes estão em distantes áreas rurais, possuem fluxos de caixa instáveis e as empresas dependem de provedores locais pouco confiáveis, competição local e sistemas de negócios pouco desenvolvidos.  Além disso, as empresas devem ser capazes de gerenciar um grande número de transações de baixo valor e com baixas margens, manter custos baixos e tolerar investimentos de longo prazo.

Para enfrentar estes desafios, os autores recomendam, entre outros cuidados:

  • Especialização
  • Padronização
  • Parcerias com organizações que possuam canais de distribuição adequados
  • Redução de embalagens e preços

Os autores concluem que, de fato, a base da pirâmide não é um negócio para todos, mas os poucos que conseguirem se estabelecer de forma lucrativa, terão resultados recompensadores.

Leia o artigo completo em: Harvard Business Review (em inglês)

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A revista MIT Sloan Management Review fez uma excelente entrevista com o presidente da Shell, sr. Marvim Odum onde ele explica como a sustentabilidade não é somente uma prioridade da empresa, mas “core value” do negócio.

Shell's president

Não deixe de ler a íntegra em inglês em: http://sloanreview.mit.edu/the-magazine/2011-spring/52317/moving-sustainability-at-shell-oil-from-priority-to-core-value/?utm_source=Publicaster&utm_medium=email&utm_campaign=Sust%20Enews%20March%2017%202011&utm_term=Read+more+

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CECP DocumentO Committee Encouraging Corporate Philanthropy (CECP) realiza anualmente um encontro entre os mais importantes CEOs do mundo para discutir assuntos relacionados à filantropia e a sustentabilidade.

No encontro de 2010 o jornalista Charlie Rose moderou a conversa entre a sra. Indra Nooyi, presidente da Pepsico e o sr. Bill Green, presidente da Accenture sobre “Business at its Best: Maximizing Long-Term Profitability and Societal Impact“, ou seja, “Negócios em seu melhor: maximizando lucratividade e impacto social no longo prazo“.

Participaram entre outros, o brasileiro Fábio Barboso, presidente do Santander e da Febraban no Brasil e executivos da Alcoa, American Express, Chevron, Cisco, Colgate-Palmolive, Dell, eBay, Gap, GE, HP, Microsoft, Pfizer, Dow, Toys”R”Us e Xerox.

Vários vídeos do encontro estão disponíveis em: http://www.corporatephilanthropy.org/events/ceo-conference/video-highlights.html
No site você também pode baixar o relatório sumário do evento: http://www.corporatephilanthropy.org/download/pdfs/2010Summit/2010_Summit_Summary.pdf

 

Realmente imperdível!!!

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